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Ano novo, vida nova, blog novo



Acalmem-se queridos, eu não passei a acreditar no conto da carochinha de que apenas o virar do ano é capaz de dar descarga na merda de vida que levamos às vezes.

Decidi migrar o nosso blog para outro provedor do serviço porque ultimamente o blogspot tem ficado muito fora do ar e isso tem me atrapalha a escrever a vocês a ler, portanto, o novo endereço do blog será : http://italochesley.wordpress.com/

Aos amigos que recebem as postagens por e-mail, peço, por favor, que se cadastrem lá no WordPress, onde eu já inseri este recurso.

Todas as postagens, marcadores e comentários que temos aqui, foram igualmente migrados para o novo blog, portanto, não teremos problemas de perda de conteúdo ou de comentários, não se preocupem com isso, a tecnologia já nos deu a solução, por isso a amo!
Os demais recursos, com o tempo, eu pretendo inserir, pois ainda estou me familiarizando com o novo provedor do serviço.

Esse blog continuará aqui, no ar, enquanto o blogspot não entrar em colapso!

Agradeço de coração a todos que acompanham de perto as mudanças, o amadurecimento, enfim, a ascenção deste trabalho que faço com tanto prazer, que é o blog.

Um forte abraço a todos e um Feliz Ano novo, que em 2010, você alcance todos os seus objetivos e que seus projetos sejam válidos.

Atenciosamente,

Ítalo Chesley

Feliz Natal, dois tapinhas nas costas e Tchau!

Boa noite senhoras e senhores, como estão?

É incrível o poder que a humanidade tem para fingir que as coisas estão bem e que estamos todos felizes, só pelo fato de estarmos em pleno natal. Ontem, liguei a televisão de manhã e vi uma maravilha: alguns artistas revelando amigo oculto. Gastaram mais ou menos, umas duas horas na televisão fazendo uma merda daquela, já pensou em quanto isso custa? E o melhor: achando que alguém se interessa em ver aquela merda e o pior: tem gente que se interessa!

Tudo bem, o natal é um ótimo momento para estarmos juntos com nossos familiares, comemorando mais um ano vencido e abrindo mão de alguma aresta que tenha ficado para trás, no decorrer do ano.

Mas, por favor, querido leitor, não acredite nesse papinho furado de que, no fim do ano, nós temos que ter um pouquinho de paz, amar o nosso irmão, festejar e blá blá blá. Neste fim de ano, você tem que ser o que deveria ter sido o ano todo: Uma pessoa sincera, autêntica, honesta e deixar falsidade e hipocrisia para lá. Se você não gosta de alguém, não dê aqueles tapinhas ordinários nas costas, porque é ainda pior do que se você tivesse ficado quieto no seu canto, num silêncio sincero.

Não faça doações inúteis para entidades carentes, que doam ilusões, simplesmente enchendo crianças de brinquedos idiotas no fim do ano para dar um pouquinho de felicidade para aquelas crianças. E no resto do ano, o que será delas?

Por favor, não acredite no : "Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, quem vier", porque, se depender da maior emissora de TV deste país, quando chegar o fim do ano que vem, você vai estar um pouquinho menos inteligente e pensará, quando tocarem essa música: "que música bonitinha".

E no outro ano vai ser pior, e no outro pior ainda e onde isso vai parar?

Desejo, com um coração sincero, um Feliz Natal e um próspero ano novo aos meus nobres leitores, que estiveram aqui comigo neste segundo ano de Blog.

Obrigado por lerem minhas maluquisses diárias e acompanharem meus altos e baixos literários. Saibam, que por mais anônimos que sejam, tudo o que é postado aqui, é feito para vocês, para que tenham uma leitura de qualidade.

Obrigado por ler esta postagem

Atenciosamente,

Ítalo Chesley

Conselhos a venda para 2010

Notificação: Nossa loja de conselhos conta com outras opções, essas são apenas as principais. Aproveite nossas ofertas!

1. Não torne seus fracassos em vitórias só porque a moléstia de alguém foi maior que a sua;
2. Não queira aprender apenas o que seu professor tem pra ensinar;
3. Leia quantos livros puder;
4. Se ama alguém, faça com que ele(a) saiba;
5. Não vá a micaretas;
6. Não assista novelas;
7. Coma verduras, legumes e bastante picanha;
8. Ouça mais, fale menos;
9. Faça mais, fale menos;
10.Fale menos;

Atenciosamente,

Ítalo Chesley Gomes da Silva

Estória

    Meu professor de redação no terceiro ano – o único bom que tive até agora, sem puxação de saco – disse que fazer perguntas retóricas, é considerado um pecado, quando estamos escrevendo uma redação. Mestre me perdoe, por favor, mas vou fazê-la: Quem é capaz de contar uma Estória? E de viver uma?
    Aqui, eu uso a palavra Estória para descrever mais do que apenas um folclore, mas sim, algo que você sonha e, apesar de ser tão alto, é alcançável. Quem é capaz de correr atrás daquilo que quer e dia-a-dia reafirmar pra você mesmo o quanto o espera?
    Quem é capaz de dar asas a imaginação, e fazer acontecer, nem que seja apenas nos planos, uma movimentação que é capaz de fazê-lo transpor as tristezas do dia-a-dia e viver algo melhor que talvez não exista, mas, pra você existe. Só mais uma pergunta retórica: Quantos mundos têm no mundo? Essa é uma indagação que carrego em meu peito há muito tempo e aqui se improvisa e incompleta para que o nobre leitor possa interrogar-se a respeito dessa verdade, ou mentira que seja. A palavra não importa e sim o sentido que ela faz.A Estória é capaz de mudar sua História? Se sim, então comece a escrevê-la logo!



Atenciosamente,


Ítalo Chesley

Puseirinhas sexuais

Olá senhoras e senhores, como estão as coisas?

Já ficaram sabendo da bela novidade, que veio diretamente da Europa, Inglaterra e chegou ao Brasil: as puseirinhas sexuais!
Agora, qualquer um (idiota) que quiser, pode comprá-las a um preço ínfimo, tipo 10 centavos, barato não?

Pois é, essas puseirinhas que, infelizmente, são moda entre os adolescentes, que em sua maioria, como não poderia deixar de ser, a utilizam sem ao menos saber seu significado. Mas você sabe o significado? Não?

Então, antes de soltar o verbo, os pronomes, os advérbios, os substantivos e por aí vai, vou mostrar a você, meu nobre leitor, um pouco ao que estamos dirata ou indiretamente submetidos.




Tudo bem, eu também concordo que o sexo já foi banalizado há muito tempo e que nem pedofilia, nem pornografia, nem traição, nem prostituição, gravidez precoce ou qualquer outra consequência da banalização do sexo depende desta pulserinha maldita, até porque nasceram antes dela.

Mas, até agora eu não tinha visto uma forma tão fácil e prática de expôr as pessoas, principalmente do sexo feminino, a sérios riscos oriundos de homens ou até mesmo, meninos muito mal intencionados.

Buscando sobre o assunto na internet e trocando idéia com amigos, vi que essa brincadeirinha já preocupa os pais das crianças e está sendo proibida em escolas, não era pra menos: Já aconteceram estupros e assédios sexuais em público por causa dessa bobagem.

Mas, o que tem a ver usar pulserinhas? Você deve estar se perguntando.

Não há nenhum problema, eu concordo e reafirmo: O problema está na perversão humana. Se não fosse ela, o nosso país seria mais justo, não haveria muito poder na mão de poucos e nenhum na mão de muitos.

Sem dúvidas, não custa colocar a cabeça pra pensar e não aderir a essa modinha, bem como combatê-la sempre que pudermos e acabar, ou pelo menos, fazer a nossa parte para acabar com essa palhaçada.

Obrigado por investir seu tempo lendo esta postagem

Atenciosamente

Ítalo Chesley

Equívoco de uma semana

Notificação!
O texto abaixo publicado foi rejeitado pelo glorioso Jornal Circulando(Jornal de Laboratório do Curso de Jornalismo da Univale), sob alegação de que houve nele falta de ética e desrespeito às bibliotecárias, se você for uma bibliotecária, por favor, não prossiga com a leitura, pois, não quero ser alvo de processos judiciais contra a vossa honra e nem tenho dinheiro para pagar advogado, se mesmo assim quiser ler, eu não me responsabiliso pelos efeitos colaterais da leitura. No entanto, se não for bibliotecária, boa leitura!

No fim de uma manhãzinha de trabalho de matar qualquer um, eu, com meus dois inseparáveis livros de Fernando Sabino, cada um de uma biblioteca, saí do meu trabalho em horário de almoço e fui até a biblioteca pública para devolver o que era de lá: com muito pesar, subi as escadas da biblioteca e deixei o outro, que era da outra biblioteca, no guarda volumes, porque dificilmente eu sairia de lá com ele nas mãos sem ser, antes, acusado de furto de livros, pelo menos ganharia um título raro, numa época em que roubam todo tipo de obra de artes, com exceção dos livros, o que evidencia a falta de cultura dos ladrões desse país.Quando entrava, olhei lentamente para a direita e vi uma senhora com uma expressão estranha que me olhou e disse prontamente: O que você deseja? Eu, naturalmente, estava devolvendo o livro na data certa, disse apenas que queria fazer a devolução. Ela, cheia de razão,olhou para a data que eu deveria devolver o livro ,olhou pra mim e disse que infelizmente eu teria que pagar uma multa, porque hoje é dia vinte e sete de julho. Naquele momento eu passei por todos os manicômios mentais possíveis, mas nenhum psiquiatra, provavelmente mais loucos do que eu, conseguiu constatar a minha loucura, e eu, provavelmente mais louco que a bibliotecária, convencido de minha razão e da sua loucura disse a ela, vitorioso, apontando para um calendário de propaganda que estava em sua mesa: Em que mundo você está minha senhora? Hoje é dia vinte de julho, olha aqui ó! Ela, meio envergonhada, custando admitir o equívoco, chamou outra mais distraída que ela, que passava despercebida por ali e indagou, provando mais uma vez que não acreditava em mim: “Que dia do mês é hoje?” A outra, com cara de que estava mais voada ainda, o que me fez não acreditar muito nela, me surpreendeu e disse: Hoje é vinte de julho, por quê? A bibliotecária, sem querer admitir a burrice cometida respondeu: Não, não era nada.Obrigada. Eu saí até pisando alto, e subi correndo até o segundo andar da biblioteca em busca de outro livro pra ler, não posso ficar sem um livro na minha cabeceira, e até ouso admitir o pecado de que, ás vezes, eles me servem de sonífero à noite.
Cheguei lá em cima, pensei estar dando de cara com um fantasma, naquele lugar aparentemente obscuro e cheio de livros empoeirados, mas não, era uma das bibliotecárias, que, em nossa geração, inutilmente conhece cada estante daquela biblioteca. Geralmente, eu chego lá e vou direto na prateleira onde ficam os livros do meu autor preferido, mas, hoje, eu me perdi entre os livros de teatro e poesia, e por fim peguei um de Vinícius de Moraes, de muito bom gosto, ao menos pelo que folheei dele lá na hora. Desci as escadas euforicamente: já tinha gastado meia hora do meu horário de almoço que é curtíssimo.
Quando cheguei no balcão para passar o livro que pegaria emprestado, a bibliotecária, ainda perplexa pelo equívoco dos sete dias olhou para mim e perguntou : Será que eu estou caducando?
Eu disse, provavelmente está. Ela fez uma cara de descontentamento, como se não tivesse me perguntado nada, pegou o livro e foi preenchendo uma fichinha de controle. Ao terminar de preencher a fichinha ela me perguntou se eu ia levar só um, em plenas férias. Eu disse a ela que trabalhava o dia todo, portanto, só lia a noite e ela, cheia de compaixão porque provavelmente esqueceu que eu a chamei de caduca me deu dez dias a mais no empréstimo e ainda me desejou boa tarde. Eis aí a vantagem da sinceridade. Eu desejei a ela uma boa tarde de trabalho, e segui para casa com meus dois inseparáveis livros, o outro de Fernando Sabino, outro de Vinícius de Morais.

Obrigado pela leitura da postagem
Atenciosamente
Ítalo Chesley

Seu desafio

Cante quando a canção te fugir dos lábios. Se arrisque a dizer, junto com a melodia, alguma besteira, algo sem nexo.

Quando disseram que a Terra era redonda, isso também não tinha nexo, mas, eu não sei se você notou, mas hoje ela é representada por um globo.

Não se preocupe em parecer louco, triste e solitário. Preocupe-se em ser um inútil, falso e irrelevante. Todos vão te esquecer se não te criticarem.Mesmo errando, acredite: você não poderia passar correndo pela vida sem deixar ao menos um rastro, uma marca.

Você não tem que ser felizinho nem social. Não precisa se tornar um cachorrinho só para ganhar dinheiro e status. Se você é um cachorrinho e se acha o máximo, pare sua leitura por aqui, porque não merece ler um texto com tais abordagens. Primeiro porque eu não vou mudar nem um pouquinho seu pensamento, depois, porque por sua culpa leitores dignos estão perdendo tempo de leitura.

Tempo! Essa é a palavra certa: Tempo! Viva cada dia como se fosse o último...blá blá blá...Esqueça tudo isso, você não precisa de receitas midiáticas de bolo para chegar onde você quer, não mesmo!

A sua mente é uma fábrica inesgotável de idéias, um baú mágico de evolução!

O FEDEralismo

Boa noite senhores, tudo bem com vocês?

Fim de ano é muito interessante, inclusive nas Escolas onde tem o Ensino Médio entre os alunos que estão se formando nele. Há um federalismo (vontade de ir pra Federal) incontrolável entre os Estudantes tanto da rede pública como da privada.

Eu não acho nenhum pecado eles terem vontade de ir pra uma Federal, tanto que enquanto estava no terceiro ano do ensino médio, eu também tive essa vontade. O que me incomoda, é a aparente motivação deles terem esse desejo: querem saber de festanças, status, sair de casa e outras coisas desse nível. Essa motivação é totalmente vazia e, infelizmente, faz com que nossos adolescentes as tenham para outras áreas da sua vida, o que os faz ser fadados, infelizmente, ao fracasso.

Estou cansado de ver gente saindo de escola particular, entrando em cursinhos pré-vestibulares para aprender a passar no vestibular e enquanto estavam lá, falaram poucas e boas a respeito das Universidades privadas que tem em nossa cidade e hoje, onde eles estão? Isso que você pensou, nas faculdades das quais eles falaram mal.

Estou cansado de ver também, gente que no fim do terceiro ano do ensino médio fez mil planos ambiciosos e ideais, mas hoje estão trabalhando em lojinhas medianas de um comércio que é a preocupação da administração da cidade, porque não rende nada.

Os professores do Ensino Médio, ao menos até o dia em que eu estava lá, sempre disseram coisas que nem eles mesmo sabiam direito, tipo: "Nas empresas eles pedem o histórico escolar", "Do jeito que vocês fazem, não entram no mercado de trabalho nunca", "Nas empresas eles pedem redação"...blá...blá...blá.
Não sei se era segredo e não podia contar, mas a maioria deles estão há décadas em escolas, são, em sua maioria, pessoas medianas que continuam na mesma posição social até hoje, até hoje reclamam de seus salários e até hoje não fizeram nada para mudar nada. Nobres adolescentes, pelo amor de Deus, pensem nas coisas antes de falar, porque, como eu achava a maioria dos meus colegas de sala ridículos, provavelmente alguém também os achará e isso não é porque essas pessoas são ruins: é por que elas são realistas.

Do mesmo jeito que tem egresso de particular desempregado, tem de federal também. Isso depende das pessoas e não apenas das instituições de ensino.

Enfim, não quero defender a Federal ou a Particular, os professores ou os alunos, as escolas públicas ou privadas: quero defender o direito que cada um tem de pensar e principalmente de colocar seus planos em prática, senão, para que perder tempo planejando?

É isso aí senhores...

Grande abraço...

Obrigado por ler a postagem

Dia da consciência negra

Olá, fiéis leitores.
Tudo bem com vocês?

Daqui a meia hora será dia 20 de novembro, dia em que nos lembramos da Consciência Negra neste país.
É nesse dia que se traz às memória quantas vezes nós apoiamos e rimos de piadas sem graça em relação aos negros e, simplesmente, aceitamos chamá-los de "neguim" ou algum apelido similar de forma pejorativa, eu disse, de forma pejorativa;
É nesse dia, que paramos para pensar que, pela primeira vez a protagonista do tão glamuroso horário nobre da globo, é uma afro descendente;
É nesse dia, que nós apoiamos, tampando o sol da má qualidade da educação deste país com a peneira, as quotas para negros, alunos de escolas públicas, etc e tal;
É nesse dia, que damos a nossa própria cara a tapa, achando que o sofrimento de escravos negros não faz parte da História desse país e que toda essa palhaçada de que negro é inferior, já foi válido por aqui;
É nesse dia que a gente tem que começar a não aceitar a teoria de algumas autoridades policiais, dizendo que afrodescendentes são marginais em potencial, quando em muitas vezes, eles só queriam terminar de chegar em casa em paz, depois de um dia exaustivo de trabalho;

Viva à Consciência Negra, para incutir em nossas mentes e corações diariamente as verdades sobre a igualdade de todos os seres humanos, afinal de contas, todos queremos ser pagos pelos serviços que prestamos, ser perdoados pelos pecados que cometemos, colhermos da boa semente que plantamos. Todos queremos ter oportunidades iguais, como animais racionais que somos e, por fim, todos queremos ser tratados e vistos perante a sociedade como seres humanos dignos de respeito e estima.

Não deixem, principalmente, que o conceito de igualdade sobre as vossas vidas sejam desconsiderados.E saibam: a vossa existência, também é como você trata a existência do seu semelhante.

Obrigado por ler a postagem,

Atenciosamente

Ítalo Chesley

Você quer voltar

Eu sei que por onde você anda
Seus pés se sentem cansados
Teu corpo fadiga
E você se sente incomodada

Já estou exausto
Percorri vários caminhos
Me perdi
Mas meu pensamento ainda te persegue

A doçura que há em teu olhar
O vacilo dos teus passos
Sei que você quer voltar
Você não pode voltar

Vai ter que deixar a tua certeza
Abrir mão da tua promessa
Deixar de ser um exemplo
Se tornar rebelde, mas você quer votar

Eu vou te receber
Mesmo que estejas deserdada
Que não tenha um centavo no bolso
E ainda, esteja suja

Não me importa mais
Abro mão do que você passou
Ignoro seus enganos
Você pode voltar
Eu sei que você quer voltar

Estou de volta, eu acho

Olá, nobre leitor.

Estou aqui primeiramente para dizer que estou vivo, graças a Deus!
Passei esse tempo todo sem postar porque estava sem internet (desculpa de peidorreiro) e porque estou estudando muito( outra desculpa de peidorreiro).

A boa notícia é que agora sim, estou imerso em estudos que estão sendo importantíssimos e essenciais: Desenvolvimento em Delphi for Win32, na faculdade e principalmente, Desenvolvimento .NET: Asp.NET, C#, SQLServer com o Visual Studio.Net, o que tem me atraído muito e me deixado muito feliz (e ocupado) ultimamente.

Estou Desenvolvendo um projeto interessante, para uma malharia, cuja apresentação será feita dia 30 de novembro, no Projeto Interdisciplinar.
Estamos fazendo uso do Delphi RAD Studio 2007 e Banco de Dados FireBird, tem sido uma experiência interessante e que, certamente, também proverá bastantes ganhos de conhecimento.

Concebi também todo o escopo do meu primeiro livro e comecei a trabalhar nos primeiros capítulos, o que tem sido uma experiência interessantíssima. Ainda não posso adiantar muita coisa, até porque não passei do 11º capítulo, mas, a expectativa é que a história seja envolvente e com elementos que venham prender a atenção. A revisão da ortografia, será feita por Jonas Pinheiro Barbosa, meu grande amigo e mestre, Formado em Letras pela PUC São Gabriel e Pós Graduado pela UFMG, o cara é bom, e, sobretudo, merece a confiança de ler, em primeira mão a minha obra. Já tivemos nossa primeira conversa sobre o livro e os 10 primeiros capítulos (eu espero) já estão sendo corrigidos.

Enfim...

Gostaria de pedir perdão aos senhores pelo meu deslecho com o Blog: não postava desde o aniversário da morte do GRANDE Fernando Sabino.

Espero postar, o mais breve possível aqui, novidades boas.

Grande abraço!

Cinco anos sem Fernando Sabino

Em seu túmulo está escrito: Nasceu homem, morreu menino. Estou falando de um dos maiores escritores da história da Literatura Brasileira, que apesar de não ter sido citado pela minha professora de Literatura do Ensino Médio nos raros momentos em que falava de Literatura, se tornou um grande marco na minha vida não só como escritor e leitor, mas como pessoa. Hoje, se estivesse vivo, o grande Fernando Sabino sopraria 86 velinhas, mas ontem, 11 de outubro de 2009 fez 5 anos que o perdemos. Só tive a honra de conhecer sua Literatura quando cursava o segundo ano do ensino médio, em 2007, indicado por um nobre amigo a ler o Encontro Marcado, publicado em 1956. Foi ao ler O Encontro Marcado que eu tive vontade de me tornar um leitor e constante admirador do trabalho desse grande escritor que marcou a minha história para sempre. Hoje, dia das crianças, um dia depois de aniversário da sua morte e a comemoração do aniversário do menino que nasceu há 86 anos atrás, e mesmo não mais estando entre nós, nos deixou um legado muito maior. Jamais poderei esquecer o que a Literatura do Grande Fernando Sabino fez com a minha vida, a vida de Eduardo, as aventuras do Menino no Espelho e Geraldo Viramundo, no Grande Mentecapto, jamais poderei esquecer, jamais!

Deixo aqui a minha sincera dor por tê-lo perdido e a indescritível alegria por ter conhecido sua literatura, declarando que ele é e sempre será o melhor escritor do mundo para mim.Parabéns a quem entendeu tudo o que eu escrevi a seu respeito e aos que não entenderam, a sincera certeza de que valerá a pena conhecer sua Literatura.

Por Ítalo Chesley

Se eu resolver

Se um dia eu resolver contas todas as estrelas do céu
Quero que sejas minhas companhia
E sobre a areia desta praia vazia
Ao som de letras e melodia improvisadas
Descobrirei que encontrei em ti
O tesouro que mais procurava!
Sou pirata e o meu navio não tem cáis
Sou poeta e a minha inspiração é uma noite de lua achada e estrelas perdidas
Não sou nada sozinho
Contigo sou tudo
Sou eu, sou você
Somos dois, somos um só

Concurso para pastor

Salve, Salve meus caros leitores.

Recebi um e-mail de uma fonte confiável que já me enviou muitos outros e-mails confiáveis e fiquei estarrecido pelo que li.

A Igreja Universal do Reino de Deus agora tá abrindo um concurso para pastor.
Só um trecho do e-mail:

" As vagas serão abertas para candidatos do sexo masculino com curso superior em quaisquer áreas.Candidatos com Bacharelado em Administração Eclesiástica ou Pós-Graduação(mestrado e doutorado) em Administração de Igrejas e disciplinas afins ganham pontos na prova de títulos. O número de vagas não foi divulgado.O salário inicial de investidura é de R$ 8.234,82 mais benefícios"

Ouvi dizer que é verdade, ouvi dizer que é mentira, mas não duvido de nenhum dos dois.
Não vou entrar nos méritos da mídia, porque essa aí não forma a minha opinião e não é parâmetro para meu julgamento, por assim dizer, sobre as pessoas, mas se a igreja universal do reino de deus estava procurando um motivo para ser reprovada sumariamente, agora encontrou.Mas por quê?: Você deve estar se perguntando.
Se a investidura pastoral dependesse meramente de conhecimentos acadêmico, abrir uma portinha e começar a recolher os dízimos seria fácil, mas não. Pastores precisam ter um chamado de Deus, uma vontade muito maior, um desejo não de ganhar um salário de quase 10 mil reais, mas de abrir mão de suas próprias vontades carnais para fazer a obra de Deus e entender de que precisam ser preparados para promover a união e não a facção dentro da Igreja

Não conheço a fundo as outras denominações, mas posso falar da minha: Os jovens que têm chamado para ser pastor, demonstram essa vontade para o conselho da igreja, são examinados e passam a ser aspirantes ao ministério. Depois de um tempo servindo à instituição religiosa e prestando serviços, em sua maioria, voluntários e não remunerados, a igreja começa a ver a possibilidade de enviá-lo a um dos seminários da denominação onde ele passa 4 anos estudando Teologia e adquirindo formação para se tornar um pastor.

Ao fim dos 4 anos, ele volta e fica à disposição do presbitério, que, geralmente, não os empossam no mesmo ano. Eles são tratados como Licenciados, só depois de um tempo exercendo um papel quase idêntico ao do pastor, não fazendo apenas alguns sacramentos, eles são ordenados a pastores e a partir daí começam a ganhar melhor e crescer também financeiramente para prover o que a igreja procura neles.

Toda igreja local da minha denominação, tem autonomia para demitir o pastor que não esteja atendendo às expectativas dela.

Não posso falar a respeito de outras denominações porque não as conheço, mas o processo para formação de um pastor não deve ser muito diferente, os parâmetros devem ser tão rigorosos quanto os da minha e eles devem ser ordenados por mérito.

Mas e um pastor que entra por concurso?
Se já não abriram, será que eles não tem potencial para abrir as portas da Igreja de Deus para a infâmia e injúria da sociedade?

E, porfim, piadinhas a parte: Quantos concurseiros não querem ganhar esse salário?

HAHAHA

Enfim...discordo da idéia e espero esperançosamente que não seja vero.

Não gosto de tocar no assunto religião, mas não poderia deixar de fazê-lo nessa circunstância.
Se alguma das minhas palavras agrediu alguém, desculpe-me aí.

Grande abraço a todos.

Por Ítalo Chesley

Desventuas...

Meu amor,
Não há mais nenhum rancor, nem desconfiança
A mesma força com que as ondas te matam
Podem te levar até a praia

A mesma força com que a chuva arrasa cidade
Pode abastar famílias e mais famílias secas

Na mesma estrada em que voce pode se perder
Pode se encontrar

Nem a perda nem o encontro são a toa
Nem a alegria nem o sofrimento são por acaso

Não somos como folhas secas que caem de árvores abandonadas
Estamos na mesma estrada...lado a lado, nós dois...
Não importa se perder ou encontrar
Ficar sóbrio ou louco
Quero estar ao teu lado
Para andar pelos sertões que me levares...

Espero que tenha gostado

Grato pela leitura

Por Italo Chesley

Memórias de Sacack

Começo essas minhas pequenas palavras fazendo algumas considerações acerca de quão engraçada será a situação central do discurso. Pelas veredas dos séculos pelos quais passei, jamais pude sabe o que era o amor, até conhecer um que era mais que o amor. Mesmo não tendo nenhum parâmetro de comparação, tenho em vista a minha inexperiência sentimental, eu soube que aquele era o melhor amor que já existiu.
Tudo bem, eles nunca deram certo, mas e daí? O que de fato faz uma história valer a pena, o seu final ou o que aconteceu no meio? Eu pude lembrar de cada momento em que eu aparecia para jogar baldes de água fria naquele jovem apaixonado, mas ele nunca desistiu do amor, ele sempre a amou com todas as forças, mesmo nos momentos em que as circunstâncias foram tão mais fortes que ele. Sim, ele era teimoso, ele adorava cuidar dela, ele sempre agüentou tudo sozinho e eu sempre estava lá, sei que sou um mensageiro e que não tenho sentimentos, mas ainda me resta uma interrogação: Não ter sentimentos, é tê-los e se livrar da culpa deles? Vou revelar-lhes o segredo: Mesmo sendo um mensageiro, cada mensagem que eu lhe entregava me dava uma sensação estranha que eu não sei ao certo se era sentimento, se era simplesmente culpa, mas que era ruim eu tenho certeza.

De todas as belas histórias de amor que presenciei por toda a posteridade, nenhuma foi mais profunda, nem mais bonita; Nenhum outro cavalheiro abriu mão se seus próprios anseios por causa do sentimento nutrido por uma donzela; Nenhum olhar brilhou mais profundamente e eu jamais vi lágrimas mais amargas em minha longa vida. Não tenho sentimentos, mas de todas as lágrimas que vi nessa vida, aquelas de tão amargas faziam brotar serpentes da terra. Eles não podiam ver, certamente, mas aquelas serpentes suscitavam em mim tal desassossego que me deixava ainda mais perplexo, aquelas lágrimas eram fortes, aquele amor era forte e tão forte que posso me arriscar a compara-lo à morte: a única desavença da vida que os poderia separar, e na qual eles não apostaram chegar tão cedo, de forma tão trágica e num dia tão único.Ela estava num vestido branco como as nuvens do sol quando o sol acorda sorrindo e ele estava pronto para ser empossado rei de toda Canaã, tamanha era a sua elegância dentro daquele smooking.Aquela cena e o que se seguiria me dava tamanho desassossego, porque agora as cobrar se multiplicavam: eram todas as lágrimas que seriam derramadas naquele dia, era uma lágrima minha e eu pedia que parassem, mas eles não paravam.Eu avisei que eles nunca deram certo, mas continuavam, eram teimosos.
Depois daquela minha primeira e única lágrima eu vaguei por séculos e séculos a fio. Presenciei várias cenas de desamores, vários cavalheiros deixaram suas donzelas abandonadas em carruagens pagas para ir muito mais longe. Eu já vi amantes morrerem juntos ao cabo da arma do marido por causa de bilhetes e cartomantes entrelaçados; Já vi morrerem de desgosto por ter que se separarem categoricamente pelo preço de uma religião retrógrada, mas, jamais vi sequer um, apenas um cavalheiro escolher a morte para dar a vida à sua amada. Não é à toa que o lenço que enxugou a minha única lágrima está guardando em um lugar especial: O túmulo daquele homem que teve maior amor por uma mulher já visto em toda a minha vaga existência entre amores e desamores da humanidade.Ainda posso me lembrar daquele olhos sôfregos que me davam uma ordem triunfal: Faça-a viver e dê-me a morte! Eu jamais poderei esquecer, jamais.

Por Ítalo Chesley

O que é o amor?

Não esquecemos pessoas importantes
Porque mesmo que a memória falhe
Nossos corações jamais
Eu disse, Jamais
Esquecerá a cadência de seu cintilar
Quando encontrou um certo alguém

O amor, para os desapaixonados
É um mistério sem precedentes
Seus amigos mais sagazes
Viram cordeiros pacíficos
Seguindo para a imolação
Como isso pode acontecer?

Eles não entendem
Não vão no profundo, na essência
Que não há um porquê
Não envolve apenas uma justificativa verbal
E como o amor poderia ser complicado,
Se jamais poderá ser estudado?
O amor é uma atitude, um pequeno gesto
O amor é tudo ou nada
Mas é melhor que seja tudo
Porque o nada, esse sim
É complicado por demais

Do que és

Você me faz esquecer as lágrimas
De dias cinzentos de solidão
És minha companhia

Você me faz esquecer o vazio
Das madrugadas sem inspiração
És minha poesia

Você me faz esquecer das trevas
Da falta de perspectiva e perda no caminho
És minha luz

Pontualidade do Indesejado

Faça suas juras de amor
Aposte as fichas que você tem
Não deixe nada nos bolsos
Nem amor, nem palavras, nem desejos

Tudo o que a vida te deu
Tudo o que já aconteceu com você
Daqui a pouco pode se tornar pó
Pode se tornar amarga lembrança

Permita que os outros digam
Que eles demonstrem
Que te amem
Que realizem os seus sonhos

Não engavete nenhum de seus planos
Não esqueça nenhuma das poesias
Não perca nenhuma das canções

A sua mente é limitada
Seu pensamento sobre o futuro é falho
Pode ser que a morte seja mais pontual do que pensava
Nesse caso, o que vai ser?

Obrigado por ler a postagem
Por Ítalo Chesley

Palavras Avulssas

Há tanto tempo eu não posto nada que escrevi exclusivamente para postar no blog, estou até estranhando escrever agora.

Ultimamente andei lendo livros de autores atuais na tentativa de quebrar um pouco o preconceito que tenho com eles, porque detesto que as pessoas tenham esse preconceito comigo.Minha lista de atualidades literárias começou com o livro intitulado Eu sei que vou te amar cujo autor é Arnaldo Jabor, um dos melhores e mais inteligente comentaristas da atualidade, na minha opinião. Já tinha lido textos desse cara antes e não me decepcionei com o livro. A estória é interessante, envolvente e ao mesmo tempo simples e acolhedora. Demorei dois dias para ler, tempo record, embor ao livro seja pequeno: apenas 133 páginas.
Para tirar a dúvida sobre a qualidade do texto, emprestei-o a um amigo que leu em apenas uma tarde, o que comprovou que o livro é bom pra caramba e me preparava a cada minuto mais para quebrar o preconceito com a literatura dos vivos.

O segundo livro que li foi O monge e o Executivo de James C. Hunter, que não é, na minha opinião, a Coca Cola toda que diziam por aí a seu respeito, mas é um livro bom e fácil de ler.Totalmente diferente de Eu sei que vou te amar, sem dúvidas!

Entre essas duas obras atuais, não resisti e peguei na biblioteca O Estudo em Vermelho, de Sir Arthur Conan Doyle, que me matou a saudade da literatura do século passado, da qual eu não consigo me desgarrar de jeito nenhum.

Agora, estou lendo um livro de Luis Fernando Verissimo intitulado As Mentiras que os Homens cantam. Li apenas o início mas achei-o ótimo e vale a pena conferir também.

Qualquer um dos livros citados nesta postagem são boa leitura garantida. Digo aos nobres senhores que me visitam minha caixinha de pensamentos: Nunca deixem de ler.Nunca! Os livros sempre têm alguma coisa que você não sabia e precisa saber o mais rápido possível.

Obrigado por ler essa postagem

Por Ítalo Chesley

A carta da posteridade

Por Ítalo Chesley

Deixe-me dizer algumas palavras
Meu amor, cuja morte antecedeu em muito tempo a minha

Todos os passos que dei em sua ausência
Foram para vingar a sua morte
E provar para eles
Que nosso amor transcede as fronteiras da vida

Nosso amor é mais que amor
E eu te amo como se tivéssemos nos encontrado num deserto
Te amo como se tivessemos passado anos e anos juntos
Como se ainda lutássemos juntos contra as inteperes da vida

Jurei, pelo sol que me ilumina
Pela noite que me derrota
E pela lua que me traz a sua falta

Vinguei sua morte
Dei cabo da vida dos infelizes que te levaram de mim
Eu sei que você morreu de desgosto
Morreu de amor, de amor por mim
E eu de amor por ti
Por não podermos ficar juntos em vida

Minha sina foi te amar
E é por isso que eu vivi
Os matei e morri num cárcere em trevas por isso
Mas hoje estou junto a ti
Trouxe esse anel, que tomei do seu dedo às vésperas do sepulcro
Durante toda a minha vida olhei para ele
E deslumbrei-me com a beleza da lembrança que me trazia:
Você, a linda que eu sempre soube amar

O sonho da Flor Branca

Era uma tarde estranha de sexta feira. Depois de um telefonema, subi as escadas lentamente em busca daquele quarto reservado, limpo, quase pronto.A porta dele estava trancada, eu o tinha reservado pra receber alguém que estava por vir e eu esperava ansiosamente. Era o dia!
Abri a porta e podia ver no canto direito uma escrivaninha, com um espaço reservado a livros e um computador portátil. Ao seu lado, uma televisão de 14 polegadas e na outra parede uma cama com um criado ao lado. A cama estava carinhosamente forrada com uma colcha branca e um simpático travesseiro , e em cima do criado, tinha um pequeno relógio. Estava tudo quase pronto para te receber, só faltava uma coisa: O livro que você estava lendo, talvez o esquecesse, logo, eu precisava de uma cópia dele no quarto. Providenciei.Lembro até seu título :Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite.Apeguei-me aos detalhes, porque a lembrança se apóia neles para nos trazer os grandes momentos que seguirão neste breve relato.
Era perto das dezoito horas quando saí de casa ao seu encalço. Eu mal podia acreditar que você chegaria. Mas, você estava aqui. Aqui! Perto de mim.
Subimos as escadas até o quarto anteriormente descrito.Eu inconstante e ansioso por medo de você não gostar dos aposentos que lhe havia reservado, mas nós fomos. Eu lhe abri a porta e quando você viu o livro, virou pra mim com um olhar íntimo e disse: “ Você se lembrou até do livro”.Mostrei-lhe meu sorriso, o banheiro, as toalhas na gaveta e tudo o que havia preparado pra você. Desci as escadas pensando nas próximas palavras que diria e no que faria pra você.
Quando subi, dei com você distraída na sacada a olhar a performance sincronizada das andorinhas. Estava de costas pra mim, não resisti: tive que ficar te olhando um pouco. Seus cabelos cacheados, sua roupa arrojada, chinelos de dedo nos pés, você estava a vontade.Eu fui dando passos vacilantes pra me aproximar de você, parei do seu lado colocando cuidadosamente a mão direita na sua cintura, como a ensaiar um abraço respeitoso.Você olhou assustada e aliviou o olhar ao perceber que era eu. Conversamos alguns minutos sobre assuntos literários e de repente, pairou um silencio providencial entre nós. Aproximei, vacilante, meu rosto do seu e você convicta me beijou os lábios rapidamente como se dissesse com teu ato: “Eu quero que você me beije mais um pouco”. Eu, agora seguro, te abracei e me deleitei em seus beijos por alguns segundos.Juro, no momento em que eu descia as escadas do sonho, não arquitetei nenhum dos meus atos, eles simplesmente aconteceram como se não fizessem parte de mim. Depois disso, acordei do sonho, vi-me como se estivesse descendo do avião que me trouxe do paraíso e só fiz lembrar-me dele até agora.Há muito não sentia meu coração bater tão forte.

Annabel Lee

(de Edgar Allan Poe)

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.

Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.

Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

Um conceito de Infelicidade

Reconheço: para escrever um texto conceituando a infelicidade, a gente precisa ser expressamente infeliz e já ter experimentado essa característica em todos os aspectos e áreas da vida (cretina) pela qual estamos passando correndo.
Ser um infeliz, é acordar de manhã e ter certeza plena de tudo o que vai acontecer no seu dia. Se preocupar com o relógio que roda freneticamente como se quisesse te torturar a cada tic TAC que faz.
É encostar num poste pra esperar um ônibus cheio de gente fedorenta e sentir um medo que você não sabe de onde vem nem pra onde vai. Só sabe que é violento e te transforma num ser desprezível e frágil.
Andar sem rumo, como qualquer cego abandonado, ver as coisas da vida e querer ser cego, depois se culpar disso.
A infelicidade é a eterna insegurança sobre as suas afirmações pessoais, a incerteza sobre o que você declara ser mas, tem certeza plena de que não é.
Esse estilo de vida é caracterizado, entre outras coisas, por ter certeza plena de que todo mundo é feliz, menos você.
Você passa dias e dias a fio julgando e achando que todos estão errados, mas faz sentido o resto da humanidade estar errado e só você certo? Meu jovem, você acha que é Jesus por acaso? Acorda pra vida!
A sua vida é um fracasso, uma eterna perda de tempo. Sua família, seus amigos, seus amores fracassados, todos. Eu disse todos que te conheceram tentaram amá-lo e fazê-lo se sentir bem, mas você há séculos foi marcado com o fracasso e com a tristeza, e acredite, você terá que conviver com ela pelo restinho de vida medíocre que te sobrar.
Portanto, acorde todos os dias com sua rotina traçada.Quando te perguntarem se estás bem, diga que sim pra não estragar a vida dos outros com o estrago que é a sua. Faça tudo o que puder para agradar os outros, porque agradar a si mesmo, como já percebestes, é inútil.Então, não seja idiota e faça alguém feliz porque ele(a) ao contrário de você, te ama.

Se destrua, mas faça alguém feliz.

Isso é tudo. Da infelicidade, já não há mais nada a dizer: ela é o silêncio das lágrimas secas que jorram do nosso olhar 24 horas por dia. O que nos restar é fazer com que ninguém as veja.

Por Ítalo Chesley

A carta queimada

O dia do aniversário, o único do ano que pra mim muda alguma coisa, é muito interessante porque é nele que você sabe se significa ou não algo para as pessoas que se dizem suas amigas.

Das pessoas que eu mais esperava receber algo, nada apareceu, mas por outro lado, aconteceram coisas muito especiais que marcaram o dia do meu aniversário para sempre, as quais vou descrever em ordem cronológica para os senhores:

Meu primo me mandou um e-mail emocionantes, que para mim foi como jorrar água da rocha. Não que eu não esperasse dele tamanho carinho e amor, mas porque eu sei que não mereço a devoção expressa em suas palavras.

Meus amigos passaram a tarde toda comigo andando atrás de um bendito presente pra mim, o que foi muito bom porque tivemos ricas oportunidades de conversar sobre muitos assuntos, embora apenas estivéssemos cumprindo a nossa sina findissemanal.

Minha tia e primas me ligaram e conversamos por vários minutos, o que foi muito bom porque elas são muitíssimo especiais para mim.

Meu grande amigo Müller me ligou dando os parabéns, algo que eu não esperava e não contava de forma alguma.

Saí com meus pais e irmão: fomos comer uma pizza para comemorar o meu aniversário.

Saí com meus amigos, e o momento triunfal do “meu” dia: um deles escreveu uma carta e denominou-a “A carta queimada”. Ao longo da vida dele, serão escritas mais 32 cartas com esse título e a minha foi a primeira. O conteúdo da carta, falava profundamente não só da nossa , mas da nobreza amizade como um todo.Depois de ler, ele queimou a carta e disse que a forma de guardar o conteúdo daquele papel, deveria ser diferente dos outros: ele deveria ser guardado no coração. Ainda consegui salvar um pedacinho da carta, e nele estava escrito: SEMPRE.

Providencial!

Enfim, esse aniversário me deixou a conclusão de que, o que eu não significo pras pessoas que não se lembraram de mim não é o mais importante.
Mas, as pessoas que se lembraram de mim, essas têm marcas especiais que, por mais singelos que tenham sido seus gestos, jamais se apagarão da minha memória.

O valor dos presentes que as pessoas nos dão, é muito mais que monetário: reflete o grau de intimidade e o quanto elas se importam conosco.

As conclusões expressas nesta postagem não são categórias, nem imutáveis.

Obrigado por ler a postagem

Ítalo Chesley

Fazer aniversário é estranho!

O dia do meu aniversário nos últimos anos tem sido meio diferente dos anteriores. Acho que porquê eu comecei a analisar algumas coisas que antes não analisava, acho que amadureci: pretensões a parte!

Você acorda de manhã com todo mundo te parabenizando, e o que antes era motivo pra ficar todo besta, torna-se motivo pra uma interrogação: Pra quê esse povo todo tá me dando os parabéns? O que eu fiz de bom no último ano?

Meu hábito de escrever tem sido a cada dia mais efetivo em minha vida, desde que comecei em 2007 quando tinha ainda meus 16 anos.

Atualmente, o termômetro das mudanças na minha personalidade tem sido a comparação dos textos antigos com os novos, as atitudes antigas com as novas, enfim, o pensamento antigo com o pensamento novo, isso prova que a minha mentalidade mudou demais.

E posso afirmar com certeza: o último ano trouxe muitas desilusões, muitas mudanças emocionais, realizei sonhos antigos, sonhei novos sonhos, conheci gente iludida e desiludida, comecei a trabalhar, me formei e já estou virando um homenzinho.

Estou ficando velho e dou graças a Deus por isso.

Que venham as novas batalhas e que as derrotas fiquem perdidas entre as nostalgias das minhas boas lembranças.

Clique no play pra ouvir uma das minhas composições mais cabíveis pra ocasião do meu aniversário.



E sejam felizes, meus nobres leitores!

Memórias do céu

Quando lembro dos teus olhos
Lembro-me do brilho da lua que é refletido neles
Posso sentir em meu coração
A nossa noite iluminada

Me vejo em teus lábios
Procuro neles, todas as palavras que ensaio
E posso ser-lhes devoto
Por quanto eu viver

Tuas mãos entre as minhas
São quarteto triunfal
Nossos corações entrelaçados
Como em nossas mãos
E em nossos ouvidos
A soar uma melodia eternal

Como se o rio a deslizar cabeceira abaixo
E os pássaros a voar lives céu a cima
Juntos fizessem o canto dos céus
És o que preciso

Não há nada como uma família feliz

Hoje conclui uma coisa: Não posso sentar na frente da televisão para assistir jornal. Eles passam uns0 trem de gripe suína, todo mundo tem que usar máscara, todo mundo vai morrer se não usar, mas eu nunca usei e to vivo até hoje.Diga-se de passagem.Quem me ouve assistindo Jornal provavelmente pensa que eu estou assistindo um jogo de futebol de tanto que eu xingo e fico puto da vida. Ainda me pergunto por que eu gasto energia com isso!
Hoje o jornal foi uma bosta e o que mais me fez rir foi um vídeo de Michael Jackson em casa fazendo média com os filhos e diga-se de passagem que eu duvido que aquele fosse um vídeo de família, porque ele tava vestido com aquelas roupinhas trixas com as quais ele fazia shows e seus filhos pareciam anjinhos, o que provavelmente é impossível , pela idade deles, a não ser que estavam drogados. Enfim, a parte mais cretina do Jornal foi o momento que precedeu o vídeo de Michael com os filhos, o repórter voltou dizendo: “ Nada melhor do que uma família feliz”. Eu fico imaginando o diretor dele mandando ele falar aqui: Se você não falar está demitido, seu ANIMAL.Ele exclamou a frase com uma cara de ...(use sua imaginação), que eu pensei até que ele tivesse anunciando a morte da própria mãe, cretinisses a parte. O mais legal, será as piadinhas que os seus colegas jornalistas, que não são muito burros, vão fazer em off. Eu queria ser um mosquitinho pra ver...hahaha...

Parabéns ao Jornalismo humorístico da Band, que está alargando as fronteiras.

Cheguei quase ao retardo mental do jornal, só poupei vocês, nobres leitores, das legendas.
cretinas:



Inté!

Por Ítalo Chesley

A norma (o)culta no ciberespaço

Ítalo Chesley


“...o homem soube ler antes de saber escrever ou, querendo formular esta tese de uma maneira menos histórica, o ato de escrever tem origem no ato de ler, a partir do momento em que se aprende a escrita na sua etimologia (gravar, fazer uma marca)...”
(Barthes e Marty, 1987)


Como poderemos formar (e não deformar) bons leitores e educadores para o futuro que já acontece? O que fazer para estimular a inteligência e o compartilhamento dos conhecimentos que habitam em cada um? Como, no ambiente educacional básico, fazer com que a intelectualidade seja desenvolvida e as regras da escrita sejam cumpridas sem preconceitos?
Atualmente, com a tecnologia da informação e conectividade, o âmbito da expressão de pensamentos se tornou um incêndio muito mais alastrado do que era anteriormente. Agora, além de uma abertura para a expressão muito maior, nos deparamos com formas muito mais fáceis e baratas de publicá-las que outrora.
Há, em instituições de ensino ou mesmo em outras instituições sociais a discussão a respeito da deformação da escrita causada pela praticidade e entretenimento generalizado pelos novos meios de comunicação que vieram com o ciberespaço.
A discussão que proponho é maior do que apenas tocar no assunto das normas da escrita sendo supostamente ignoradas pelos cibernéticos. É fazer entender que há nisso uma grande vantagem: de fazer expressar os pensamentos de forma democrática e remediável no tocante aos princípios e normas da língua que não serão deturpados e sim considerados importantes e valorizados, tendo em vista que o compartilhamento de idéias deve ser concebido num nível mais alto, e obedecendo as regras, quando o seu objetivo é maior e o desejo de quem o concebe é mais audacioso.
Podemos exemplificar da seguinte forma: Um texto cuja finalidade é divulgar algum evento ou produto na internet. O mesmo deve seguir os princípios da língua para que a sua finalidade seja alcançada, senão, os seus autores poderão perder (e muito) com o descumprimento das regras. Em contrapartida, os blogs, por exemplo, têm uma diversidade muito maior de usuários, abordagens e objetivos. Exemplos disso são blogs como o de Diogo Mainardi, escritor de artigos de opiniões da revista Veja, que por mais que seja um blog, segue o padrão da norma culta devido ao seu papel social, o que nem sempre acontece com blogs de outros internautas que não tem o mesmo papel social e que apenas querem se expressar ou divulgar, num espaço próprio, do ciberespaço o que viram de interessante e gostariam de compartilhar com determinado grupo. E o mais incrível em tudo isso: Podemos contemplar essas e diversas outras formas de expressão no mesmo espaço.
Não adianta, na sociedade contemporânea, tentar convencer alunos de escolas públicas ou privadas do dever em cumprir as regras sem compreensão ou discussão alguma, pois esboçará diante dos olhos dos discentes um equívoco da arbitrariedade em relação às regras, gerando assim maior resistência às normas gramaticais levando-os apenas a decorá-las para prova de português e esquecê-las rapidamente.
É preciso abrir a cortina do teatro para que o espetáculo do conhecimento e a sua democratização comecem a valorizar o conhecimento que todos tem e não apenas o que os seus diplomas dizem que eles têm.
Estamos na era da obediência às regras por poder questioná-las e entendê-las, e não somente adotá-las sem nenhuma compreensão.
O conhecimento pode e deve ser compartilhado sem receio, principalmente nesse momento capitalista em que ele vem gradativamente tendo mais valor.
Por esse ponto de vista, começamos então a difundir uma discussão e associação dos conhecimentos muito mais acessível a todos nós e cada um poderá ver claramente o conhecimento de que dispõe como nos brasões criados por Pierre Lévy , podendo assim, canalizá-lo e colocá-lo à disposição de quem que se interesse, utilizando inclusive o próprio ciberespaço como uma forma de patentear e validar o que se deseja compartilhar.
Portanto, a liberdade de expressão é (in)dependente das regras, porque as idéias, apesar de não necessitarem de regra alguma para serem defendidas, ao mesmo tempo precisam das regras para que hajam nelas inteligibilidade e coerência , no entanto, é impossível inserir regras e fazê-las úteis sem antes estimular o conhecimento propriamente dito. No frigir dos ovos, cada um que quiser expor seu pensamento de forma que haja nele credibilidades, deve conhecer as regras e reconhecer a sua necessidade no compartilhamento das informações.
É muito útil conhecer as regras, todavia, é melhor conhecê-las sabendo onde aplicá-las para agregarem valor ao compartilhamento e assimilação do conhecimento. O que trará excelência a quem recebe e multiplicará o conhecimento de quem compartilha.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BARTHES, R. e MARTY, E. Oral/Escrito, in Enciclopédia Einaudi, vol. I. Lisboa: Imprensa Nacional, pp. 32-57, 1987.

LÉVY, Pierre. As árvores de conhecimento. 2. ed. São Paulo: Escuta, 2000. 188 p

E esse trem de tá xonado?

Ficar apaixonado é uma coisa extremamente estranha.
Vamos analisar pessoas de várias personalidades, em situações de uma pontiaguda e, em suas medidas, insuportável paixão.Lembrando que isso é partindo de uma opinião generalizada pessoal tomada por mim:

Um micareteiro, quando fica apaixonado não corre muitos riscos sentimentais, apesar de se expôr bastante nos meios mais comuns atualmente. Do mesmo jeito que ele enche o orkut de fotos, ele pode tirá-las de lá quando terminar com a menina, ou menino, e depois tudo fica bem. Os dois saem do relacionamento sem nenhum rancor e seguem suas vidas como se nada tivesse acontecido antes. A primeira vista essa é a melhor forma de se sair de um relacionamento, mas demonstra que ele não era tão profundo como aparentava ser.

Um empresário, administrador, cuidadoso, passa tempos e tempos para decidir começar a namorar com alguém. Ele administra a relação, mantém o respeito e vai levando devagar e sempre. Quando o relacionamento termina, demora começar outro. Tira um tempo para arejar a cabeça, espairar os pensamentos. Justamente porque mesmo devagarzinho ele foi entrando no relacionamento. E de uma forma exata se convenceu de que aquela era a pessoa, imagino que quando sai, demora pra se convencer de que nada era como ele pensava, senão, o relacionamento não acabaria.

Um romântico, inexperiente, deslumbrando, mergulha num relacionamento de cabeça. Não tá nem aí se vai se machucar, se o lado de lá está se sentindo como ele, mas ele vai, e na maioria das vezes, se machuca profundamente, ficando assim, cada vez mais maduro e cuidadoso em seus relacionamentos.

Os nerds, quando se apaixonam, começam a criar milhares de teorias racionais sobre o amor. Começam a agir como se a paixão fosse uma matéria cujo assunto está sendo objeto de uma pesquisa científica e se aprofundam tanto quanto os românticos, inexperientes e deslumbrados.

Esse negócio de estar apaixonado não é uma coisa que se consegue separar, tipo: vida pessoal e trabalho. Como você vai passar o dia todo sem dedicar nem um pensamento àquela pessoa que você diz amar? Quem pode afirmar que quanto tá apaixonado as coisas não mudam, seu olhar não brilha mais, a agonia é mais aguda, o pensamento voa mais alto e os sonhos são mais bestas do que eram outrora?

E quem vai ser o corajoso capaz de dizer que se apaixonar não é uma das melhores coisas que pode acontecer na vida de alguém?

Senhoras e Senhores, obrigado por ler a postagem!

E não me digam que ela ficou parecendo horóscopo!

Até mais!

Por Ítalo Chesley

Encontros




Encontre alguém que nunca te abandone e confie tanto que nunca duvide de você
Alguém que não te decepcione com palavras inúteis e desculpas esfarrapadas que não fazem sentido pra nenhum dos dois.
Invista seu tempo em conquistar alguém que valorize e entenda o que você sente, pois, muitos dizem entender, mas quando
te abandonam demonstram que não entenderam nada.
Não espere que esse alguém venha atrás de você, e não corra atrás dele também.
Aos encontros, abrimos uma excessão e chamamos de coincidência, mesmo que tenham sido
marcados.
O segundo, décimo, centésimo encontro é sempre fruto de um primeiro.
Então, nunca perca a essência do primeiro encontro, o encanto do primeiro olhar, a beleza do primeiro sorriso,
a magia do primeiro beijo, a dor da primeira despedida, a alegria do reencontro o aprendizado do adeus.

Os encontros mesmo desencontrados são importantes, pois, cada segundo é uma nova lição, e cada pessoa como um livro.
A sua vida uma redação sem rascunho da qual você não sabe o número de linhas, mas de qualquer forma tem que escrever.
Portanto, use os melhores versos, aproveite cada espaço em branco pra belas imagens, não esqueça de numerar as páginas
pra encontrar algo importante depois e dedique-a a alguém que realmente é importante pra você.

Autor: Ítalo Chesley Gomes da Silva

Um Conceito de Amor

O amor é uma obra de arte. Sua pureza e ternura são livres de todo o aprendizado do restante da vida.Sua beleza é inexperiente e profunda, fruto da sinceridade esperta e lenta que vai se esvaindo com as decepções com as quais a vida nos presenteia.
O tempo dá forma à ingenuidade do amor, lapidando o diamante cujo valor é imensurável e ao mesmo tempo tão simples.
Nem tudo o que é complexo demais é alvo de atenção. A física quântica, geometria espacial, constituições, emendas e etc; são em suas medidas elitizadas, mas o amor... ah o amor é o retrato da simplicidade que pode brotar em qualquer coração.Seja rico ou pobre, negro ou branco, oriental ou ocidental, ou mesmo que seu coração já esteja entre as últimas batidas.
Pode-se ainda ouvir o som do amor que vai tecendo a sua melodia sublime e tornando belos os últimos suspiros da vida e tornando-os inesquecíveis pra quem fica, e assim fazendo especial mesmo que vá, assim como foi quando chegou. A força do amor atravessa as fronteiras da morte, e preserva cada lembrança por nós recolhida em todo o tempo do qual perdemos todo o controle.
O amor pode trazer de volta o brilho ao olhar de um cego, e melodia aos ouvidos de um surdo. Uma canção a uma língua que nada diz e exalar o melhor perfume a um olfato defeituoso.
O amor floresce por dentro; brota do profundo da alma. Sai quebrando as barreiras da nossa limitada existência e faz o coração bater mais forte e entender cada batida como a perfeição perfeita, o que a torna ainda mais forte. Não pela força do seu cintilar, mas pelo impacto que causa na nossa vida. O amor jamais acaba.

Obrigado por ler a postagem

Italo Chesley

Comentários cretinos a parte

Boa noite senhoras e senhorees.

Na última semana a minha cidade, Governador Valadares, passou por momentos muito interessantes sob a minha perspectiva de observação: a crítica.

Segunda feira, estávamos trabalhando tranqüilamente, quando em pleno Centro da cidade começamos a ouvir barulhos de explosões. Desgarrados que somos, nem nos preocupamos com aqueles estrondos atípicos nos fins de tardes de segunda feira e só na quarta feira fomos saber que era um treinamento do corpo de bombeiros através da afiliada (cretina) da rede Globo em Governador Valadares, publicação que foi contra os meus conceitos: seria aquela publicação notícia ou publicidade para o Corpo de Bombeiros? Se fosse notícia, não deveria ser veículada na segunda a noite ou terça feira no máximo? Mídia "maravilhosa" temos por aqui: no Brasil, em Minas Gerais, em Governador Valadares. Aversões a parte (risos).

O valor das passagens do sistema público de transporte aumentou de R$ 1,80 para R$ 2,00. O que para a prefeita não faz a menor diferença, tanto não faz que ela, libertariamente, permitiu o aumento, considerado POR MIM, abusivo no preço das passagens pra população que, em sua maioria, ganha um salário minimo e agora vai ter que arrancar a roupa de um santo pra vestir o outro, senão, não vive também. É até engraçado.
O que a mídia disse a respeito do assunto, foi que a prefeitura amenizou o aumento, que seria de 23% e, por causa dela, caiu para 11%.

Eu fico imaginando a reação do poder executivo quando soube do aumento no preço das passagens, eles devem ter dito: " E eu com isso? Eu por acaso ando de ônibus?"

Hahaha...

Os formadores de opinião por aqui vão de mal a pior e população, inclusive eu que faço parte dela, só faz lamentar e lamentar.

Na próxima eleição, vão lá e votam neles.

É até engraçado!

O CORVO

Original de Edgar Allan Poe
Traduçao: Fernando Pessoa

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais.»

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais —
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais».

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
Senhor, eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi... E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais —
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.

Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
É o vento, e nada mais.

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
Tens o aspecto tosquiado», disse eu, mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
Disse-me o corvo, «Nunca mais».

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome Nunca mais.

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos — mortais
Todos — todos lá se foram. Amanhã também te vais.
Disse o corvo, Nunca mais.

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
Por certo, disse eu, são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este Nunca mais.

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele Nunca mais.

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
Maldito!, a mim disse, deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!
Disse o corvo, Nunca mais.

Profeta, disse eu, profeta — ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!
Disse o corvo, Nunca mais».

Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Disse o corvo, Nunca mais.

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

O embarque

Estou embarcando para casa
Voltando para a vida ou correndo pros braços da morte
Sei lá...na verdade sei
Alguém me espera de braços abertos
Não sei se a vida ou morte. Alguém espera!

Posso ser abraçado ou esmagado
Posso ser liberto ou preso pra sempre
Nem sei se sempre é pra sempre fora do tempo
Só sei que estou embarcando
E apesar de saber pra onde ir
Não sei em qual curva ficar

Nossa desigualdade é igual
Ela no livro e eu na escuridão
O livro é sinônimo de luz
E a escuridão, literal - as luzes estavam apagadas

Nesse momento estamos invertidos
Ela no escuro tentando dormir
Eu no claro tentando esquecer
Daqui a pouco eu fecho esse bloquinho
Ela já estará dormindo, provavelmente
E eu vou continuar me perguntando
do por quê se passaram tantos dias e nada aconteceu
E o ônibus continua no seu balanço cotidiano
Como se ele pudesse escolher me roubar o sono.

Tragégia

A tragédia do empregado é o desemprego
Do patrão o infidelidade
De uma empresa a falência

A tragédia de uma mãe é perder o filho
Do filho a incompreenssão da mãe
Da família a separação

A tragédia do encontro é a perda
Da perda o desencontro
Da paixão o esfriamento

A tragédia do poeta é a felicidade
Do sonhador, a realidade
Do vencedor, a derrota na próxima luta

A tragédia de quem vive é a morte
De quem morreu a incerteza
Mas uma certeza há:
De que há apenas uma tragédia capaz de fazê-lo derrotado de todas as outras: A morte!

Por Italo Chesley

Flor Branca

Estamos nós aqui mais uma vez esbanjando da liberdade proporcionada pela literatura, agora com uma bela poesia que fiz a uma amiga:

Minha doce baiana
Deixe-me dedicar-lhe esses versos
Versos meio atravessados
Meio atrapalhados

A nossa doce relação
Tão repentina
Tão estreita
Tão nossa

Arrisco-lhe tais palavras
Pra dizer da importância que tens

Meu bem,
Não quero ver em seus olhos
Uma só lágrima
Não quero que percas
Nenhuma página do seu fulgor
Quero preservar em mim
O doce intento de ser-lhe devoto a cada dia mais.
É disso que preciso
E o que quero te dar.

Por Ítalo Chesley

Atualizando...

Gostaria de dar uma notícia repetida aos nobres senhores: a nova gripe chegou ao Brasil.
Agora outra notícia tosca e que não faz a menor diferença na minha vida: A doença foi trazida ao Brasil, principalmente por dois países: Estados Unidos e Argentina.

Sobre a Argentina eu nem preciso falar, a nossa rincha com o país já é coisa antiga e os Estados Unidos, que se contentou em ser pivô da crise econômica, agora vem alargando os horizontes: espalhando a nova gripe.

Enfim, que gripe e essa?

O jornalismo fala fala e a gente continua boiando. Ou a nomenclatura que é muito flutuante, ou a gente que é muito besta.

Valeu por ler a curta postagem.
Por Ítalo Chesley

Parada gay, no Brasil é muito fácil.

Essa semana pra todo lado podíamos ler a notícia "maravilhosa" de que no fim de semana aconteceria a parada gay. Mas, por que chamam de parada se é um movimento que eles(?) fazem? Enfim, deixemos os meus questionamentos implicantes pra lá e vamos ao que interessa.

Peguei, num dos sites que divulgaram o acontecimento, um trecho da notícia e achei muito pertinente a essa postagem.

"A 13º parada do Orgulho LGBT de São Paulo (Parada gay)foi decido em uma reunião na sede da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo). Após debates ocorridos entre lideranças LGBT, o tema escolhido foi: “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos”."
Fonte: http://www.sonacachaca.com/parada-gay-de-sao-paulo-2009/

Primeiro gostaria de dizer que não sou sono da verdade e nem acho que tenho o direito de julgar alguém pela sua escolha sexual, mas faço questão de questionar tudo o que é de caráter questionável, e o assunto dessa postagem merece algumas considerações tanto sobre a cultura e religião predominantes no Brasil como em objetivos e o tema do evento nesse ano.

Por quê agem como heróis da história do nosso país as pessoas que vão pras ruas dizerem que são gays? Que mérito há em fazer isso no Brasil, um país totalmente libertário onde as pessoas tem o total direito de fazer e demonstrar suas próprias escolhas pelas ruas afora, como está sendo feito agora. Seria digno de nota se alguém fizesse isso em países conservadores e rígidos nesses aspectos. No Brasil há quem os defenda, logo, não há mérito no movimento.

Hoje, sábado anterior à parada, um amigo e eu estávamos tomando uma coca cola e comentando: as lideranças do Brasil dizem que não são preconceituosas e diante da mídia acham isso muito bonitinho, quero ver como seria se um filho deles tomasse o rumo do homossexualismo, qual seria a reação desses caras limpa que ficam na frente das câmeras posando de bonitinho pro Brasil?

Cada um faz suas próprias escolhas na vida, mas por quê será que não há nenhuma figura marcante do movimento, registrada na história do nosso país.

Será que não há projetos mais importantes do que criar uma lei anti-homofóbica pra esse país?
O problema, é que tem tanta besteira rolando por aí, que os brasileiros acabam não levando o Brasil a sério e lá fora, a marca do Brasil é a libertinagem e o escândalo. Os gringos dizem: Eu amo o Brasil, e os brasileiros acham que é por causa da nossa cultura.
Mas, os brasileiros conhecem a nossa cultura?

Obrigado por ler a postagem.
Abraço!

Insulto

É na colina do pensamento
Que se vê o vale cinzento das nossas incertezas
E mais perto, se vê o céu negro das nossas razões

Contamos os pombos como pobres e inúteis nativos de um lugar esquecido
E pensamos que temos algum conhecimento acerca da nossa existência
A nossa vaga existência

Conquistamos o ar
E achamos que chegamos ao céu
Navegamos pelo mar
E achamos que a sua beleza é de nossa autoria
A ponto de a destruirmos com a nossa desumanidade
Inventamos a guerra
E pensamos que somos donos da paz

As nossas certezas são mais flutuantes do que as próprias dúvidas
E as nossas verdades mais questionáveis do que o que julgamos mentira

Nos sentimos muito racionais
Mas, vivemos o nosso dia inconscientemente
E vamos levando a nossa vida como levamos ontem
Uma bola de neve montanha abaixo
Uma bala de canhão, favela acima.

É o nosso retrato!

Por Ítalo Chesley

Gerações Avulssas

Minha avó diz que antigamente as coisas não eram assim
As pessoas eram escrupulosas
E o casamento era símbolo de perda da virgindade
E o início de um relacionamento sem fim limitado

As mulheres, em um determinado momento
Por algum motivo deixavam de ser honradas
E hoje, isso não faz a menor diferença

Meu pai diz que o pai dele o fazia trabalhar
Apagar as páginas do caderno a lápis todo fim de ano
E viravam o ano dormindo

Meus pais e avós dizem que a nossa geração tá perdida
E eu sei que está.

Daqui a pouco, começam a tirar os volantes dos carros
Os lemes dos barcos
Mas, dos tanques de guerra, ainda não tirarão a munição

A gente tá em paz, todos sabem
Mas, prevenir é melhor do que remediar
Em plena crise, nunca se sabe né?

Um Sonho

Homenagem ao meu avô Anardino José da Silva que faleceu no dia 21/05/2001

Sonhei que estava dormindo e sonhando tranquilamente numa madrugada, quase manhã, calma de domingo onde nem mesmo o galo mais disposto ainda tinha cantado.

Os pássaros também ainda não davam o som da sua graça e nem os anciãos mais prudentes haviam se levantado para fazer suas orações e caminhadas diárias.

Era tão normal, pra mim, querer dormir um pouco mais e aproveitar o único dia da semana que eu não tenho horário para levantar e poderia esquecer de toda a disciplina que me é imposta. Foi quando você bateu nos meus portões, me fazendo acordar assustado e, talvez um pouco nervoso. Mas, quando ouvi a sua voz. Meu senhor. Quando ouvi a sua voz, vi caindo toda a possibilidade de mau humor que me pudesse assolar naquele dia. Seus olhos escuros, contrastavam com a luz do dia que ia clareando lentamente, no percurso natural das nossas vidas. Ouvir a sua voz dizendo: “Meu ajuda meu filho, por que está pesado.”. Era como inventar outro sentido, só pra ver o arco íris mais belo nascendo junto com o dia.

Enquanto eu carregava seu violão, e você, aquela bolsa pesada, ainda me lembro do seu educado pedido de desculpas: “Desculpe te acordar meu filho”.

Caminhamos lentamente até a porta da minha casa, eu a abri, você entrou calmamente e se deitou no sofá. Eu disse, Vô, pode deitar lá na minha cama e você sempre tão educado, mesmo depois das minhas insistências não se deitou lá e preferiu esperar que o restante da família acordasse, ali mesmo, sentado no sofá.

Eu não podia perder aquela oportunidade, tinha que me sentar com você. Pra ouvir aquelas histórias antigas que vocês contava, pra ouvir as velhas cantigas que você tocava, pra aprender, talvez com a sua pouca instrução, o que ninguém jamais me ensinará pela vida a fora.

Ah, meu senhor, se eu pudesse te contar o triunfal fervor que arde meu coração enquanto rabisco essas palavras meio ilusórias, meio bagunçadas.

Se eu tivesse a chance de acordar e conseguir dormir de novo só pra voltar pra dentro daquele sonho, almoçar com você naquele domingo, tocarmos um violão juntos, conversarmos sobre coisas que só nós dois conversaríamos e deixar que os outros nos comparassem um com o outro dizendo: “Esse menino é igual ao avô”.

Meu senhor, você não sabe quantas vezes, mesmo te perdendo cedo, eu mencionei com grande amor na minha roda de amigos. Descrevi cada virtude sua e ignorei os defeitos. Os defeitos ignorei, provavelmente, porque eles se perdiam entre as virtudes das quais você dispunha e dispensava sobre mim a cada vez que a gente se via.

Sim, eu me lembro daquele dia em que eu toquei “Nosso Deus é soberano, ele reina antes da fundação do mundo”. Eu sei que errava muito no violão, que estava aprendendo ainda e que tinha muito a melhorar, mas você me aplaudia. Cara, você me aplaudia em silêncio de uma forma que eu jamais vou esquecer e toda vez que eu pegar num violão, até o dia que nos encontrarmos em um lugar melhor, me lembrarei daqueles poucos acordes que você tocava e eu te via esbanjar experiência com o instrumento nas mãos.

Enfim, você não tem ciência da metade da falta que me faz, e eu acho até melhor que não saiba, porque, talvez, essa ciência te pudesse arrancar alguma lágrima. Queria apenas que se pudesses me ouvir, dizer que você é o grande responsável por toda a grande e maravilhosa família que nós somos. As minhas tias são mulheres de grande valor onde quer que vão e os meus tios, homens dignos de honra. Eu, seu neto, sou um jovem ansioso, inseguro e instável que não vai se esquecer das pegadas que você deixou por aqui, meu senhor.

Porque eu sei que você não morreu como os outros pensam. Nós não apenas te temos aqui conosco, em nossos corações, mas somos exemplo vivo da vida de alguém que escreveu uma bela História.

Bom Dia Brasil ou Tutubarão?

Boa noite, senhoras e senhores.
Todas as manhãs, quando eu acordo, ligo a televisão interessante, e, nesse horário, estão passando o Tutubarão e o Bom Dia Brasil.









Eu gostaria de saber, por quê chamam aquele Jornal de Bom Dia Brasil?
Eles só dão notícia ruim e aquela tal de Miriam Leitão, só faz comentários deprimentes sobre a econômia mundial, fazendo assim, com que eu saia puto de raiva pra trabalhar e fique pedindo a Deus, todo dia, pra arrancar aquela carranca de lá e fazer com que o Jornalismo Brasileiro em geral seja imparcial, porque eu não agüento mais ligar a televisão pra saber opinião de Jornalista
sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo, quando eu simplesmente queria saber o que está acontecendo, descartando assim, a opinião dos sabichões.

Eu entendo que eles são muito inteligentes e antenados, mas a expressão de opiniões distorce o sentido genuíno do Jornalismo que todos buscamos.

Concorda, ou sem corda?

Portanto, eu prefiro assistir ao Tutubarão, que deveria ser chamado de Bom Dia Brasil, porque, apesar de ser tosco e mentiroso, ao menos é um desenho que me diverte e me deixa menos estressado pro dia estressante que me espera.

É isso aí pessoal...até a próxima postagem

e obrigado pela leitura...

Atenciosamente

Ítalo Chesley

Os últimos versos de hoje

Enquanto as luzes não se apagam
E o pouco tempo que resta do meu dia não se esvai
Vou rabiscando meus últimos versos de hoje

Minhas indagações não mudaram
E os caprichos do meu respirar
Simplesmente continuaram os mesmo
E, amanhã, provavelmente será igual

Tento fugir, mas não posso
Tento ficar, mas não suporto
Tento viver, mas, meu tempo é muito curto
Tento morrer, mas tenho a vida toda pela frente

Não sei o que vai acontecer amanhã
Mas, sei que hoje nada aconteceu
Meu coração bateu no mesmo ritmo
E as horas tiveram o mesmo tamanho

Por Ítalo Chesley

A invasão de Extras Terrestres em Governador Valadares

Opa!

Acalmem-se, que dessa vez não vou tentar justificar a minha ausência do blog, porque sei que meus leitores são inteligentes a ponto de não cair mais nas lorotas que eu invento pra justificar.

Falemos de uma vez do que falaríamos antes: O Gevê Folia acaba com Valadares.

Tudo bem. Muita gente enche os bolsos de dinheiro, e, portanto, têm muito interesse no evento, mas, nós, pessoas normais que não gostam daquele trem, já estamos cansadíssimos do acontecimento na nossa cidade.

Ontem, estava chegando de viagem com alguns amigos, e os micareteiros estavam espalhados por todos os cantos escuros e claros de Valadares que nem formiga em pote de açucar. Cruz credo!

Ao contar isso pra um colega de trabalho, ele disse uma coisa muito sensata: "Essa geração não vive muito, porque esbanja toda a juventude em inutilidades como o Gevê Folia".

Concordo plenamente e considero sábias as palavras do meu nobre colega Cristiano.

Outra desvantagem desse tal acontecimento anual, do qual não vou citar o nome novamente, para tentar obedecer às regras que a minha professora de redação tem ensinado desde o início do curso.

Voltando à coerência pregada pela professora, vou retornar ao objetivo do texto: Passei no banco pra sacar um dinheiro e aquilo tava igual ao mercado municipal, de tanta gente. Se fosse uma quinta feira a tarde eu entenderia muito bem, mas em pleno sábado e em horário de almoço?
Fala Sério!

Eu sou apenas um cidadão normal, que quer sacar o pouco que resta do salário do mês passado para pagar uma conta. Só isso!

Tô doido pra acabar esse tal de Gevê Folia e a minha cidade voltar ao normal.

Amém, irmãos Valadarenses?

Por falar em irmãos, provavelmente a minha próxima postagem será uma visão pessoal acerca do cristianismo contemporâneo. A parada vai ficar legal, nobres leitores.

Obrigado por ler este blog.

Grande Abraço!

Por Ítalo Chesley

Vazia ou cheia?

Salve, salve queridos leitores do meu blog.

Quero que me desculpem pela longa ausência por aqui, é que ultimamente eu tenho estado com a cabeça meio cheia, o que seria um motivo a mais pra escrever, se esse tanto de coisa fosse algo útil para contar aos senhores, ou mesmo, fazer uma crítica destrutiva a sociedade atual: coisas que não me passaram pela cabeça, que, portanto, ficou vazia para escrever coisas interessantes, entendeu?

A boa notícia é que comecei a estudar uns textos mais brutais tipo O corvo, que é uma coisa de louco de tão profundo e interessante cujo autor é Edgar Allan Poe, pra quem não conhece, grande figura da literatura de Terror e Psicológica: Leitura Obrigatória!

Estive estudando alguns aspectos, muito interessante, do referido texto.
Descobri, ontem a noite, na aula de REDAÇÃO TÉCNICA que o meu texto Casmurro, que, infelizmente eu não posso mostrar aos senhores agora, é uma paráfrase. Mostrei-o à professora que parece não ter acreditado ser de minha autoria.

Não sei por que motivo! Mas, acho que ela me subestima...NORMAL!

Descobri uma coisa muito interessante: Tenho leitore(s) anônimo(s), ou tinha né? Porque agora não é mais anônimo, mas é muito válido descobrir algo assim!

Amados e fiéis leitores, me desculpem pela artificialidade(?) do post..minha cabeça ultimamente tem sido um pastel de vento quando o assunto é escrever, mas tá massa!

Semana que vem, se Deus quiser, tem post doido pra galera!

Abração e obrigado por ler este blog!

Por Ítalo Chesley






O sonho

Que vontade de sentar contigo num barzinho qualquer
Pra tomar um refrigerante e ouvir uma voz aliada a um violão
Os aliados a tocar-nos enquanto te toco as mãos, os lábios e o coração

O guardanapo, nele a poesia da inspiração que é você
A música, o silêncio, nós dois
Sim, eu sei meu amor
É bem melhor quanto estamos juntos

Eu sei que a saudade dói
Mas a dor, é, em suas medidas gostosa
Porque sei que vamos matá-la qualquer dia desses

Sim, meu amor
Eu sei que a distância nos distancia
Mas estou chegando perto de você
Daqui a pouco ouvirás meu sussurro
Vou te lembrar que o sonho não acabou

Por Ítalo Chesley

O dia-a-dia

Dia-a-dia é o ato de viver cada dia de uma vez e contar cada fato que acontece neles, não apenas pra saber quantos fatos aconteceram e sim, pra saber, sobretudo, o que você fez e até mesmo o que deveria ter feito neles.Todos os dias quando estou vindo para casa almoçar, por volta das onze e vinte e cinco da manhã, eu vejo um senhor sentado numa cadeira de rodas, cujas únicas palavras destinadas a mim diariamente são: “E ae jovem, tudo bem?”.E as minhas pra ele: Sim, e o senhor? Ele sempre diz, Bem!
O que eu mais quero saber, é como o dia-a-dia daquele senhor acontece e porque eu vejo na vida dele, mesmo sem conhecê-la tantas lições para a minha.Não vejo depressão ou tristeza em seus olhos, nem suas palavras são ásperas, embora ele passe seus dias naquela cadeira de rodas. Como eu estou contando meu dia-a-dia, e você, como está contanto o seu?

Por Ítalo Chesley

O desastre Europeu

Depois de tanto tempo recebendo só boa notícia sobre a Europa. O Euro valendo a cada dia mais, as bolsas Européias valorizadas, a morte do papa João Paulo II, não, essa notícia não é boa. Desculpaê.
Mas, enfim. A Itália agora, com esse terremoto violento. Os jornais dizendo que o número de mortos pelo terremoto está quase chegando a 300 e dizendo também que o Papa Bento XVI estava indo pra lá. Provavelmente é saber quem autorizou esse terremoto, porque não chegou nenhum pedido relacionado a ele no Vaticano e pra liberar também o velório coletivo das vítimas do terremoto, apesar dele não ter autorizado o terremoto nem as mortes, mas ele é bonzinho e releva essas coisas.

Atitude nobre é a do presidente Lula, que depois de se prontificar a emprestar 4.5 bilhões e entrar pra lista dos 47 creedores do FMI, tá oferecendo ajuda pra Itália nesse momento difícil.

Aplausos sinceros, presado presidente, por oferecer ajuda à Itália. Eles devem ter nos ajudado bastante com os desastres de Santa Catarina né? Hora de retribuir.

Só tenho uma observação a respeito da decisão do empréstimo ao FMI : Já que o dinheiro tá sobrando, por que a educação tá essa merda, e o povo continua aplaudindo.

Aplausos ao povo que aplaude!

Lula é o presidente mais popular da História e agora é "xique benhê", tá até emprestando dinheiro pros Filhos da Mãe Internacionais...

Tá certo...os dois milagreiros de hoje são Lula e Papa Bento XVI...

Parabéns pra eles!

Eu sou o capitalismo

Boa noite senhoras e senhores,

Meu nome é capitalismo, tenho centenas de anos, milhões de vítimas e sou imortal. Alguns me confundem com o diabo, outros tem certeza que eu o sou. Mas eu sei que não sou, apesar de ser facilmente confundido com ele.
Depois que eu surgi, a humanidade tem progredido e, ao mesmo tempo, regredido muito.
Ela se dividiu em duas porções exponencialmente diferentes: Pobres e ricos.

Desde sempre existiram essas duas classes de pessoas, mas com a minha existência, foi oficializada a nova nomenclatura,as palavras que marcam e marcarão a humanidade até o dia do fim.
Pobres e ricos. A fatia dos pobres, não se compara com a dos ricos;Claro que não se compara!
Quem é pobre sabe muito bem disso e os ricos provavelmente, em sua maioria não se importam. A não ser que tenham que fazer alguma campanha publicitária de solidariedade, pouco convincente, para se manter na posição

Mas, enfim. Eu sou um dos poucos que assume os próprios atos.
Sou responsável pelas guerras, pela pobreza, pela injustiça, pelo atraso, pela fome, pela prostituição, pela ambição e muitas outras coisas que me fogem à memória agora.Mas, as que eu disse, são suficientes para me condenarem sem clemência, eu sei, mas não me condenam, sabe por que?

A minha condenação traria uma revolução incrível e jamais vista por qualquer ser humano da face da terra. Os (poucos) detentores do poder o perderiam, portanto, não permitem, aos (muitos) pobres que sofrem com a minha existência, que acabem com isso.

Eu sobrevivo, os ricos sobrevivem, os pobres "vivem"...até que a humanidade acabe...até que tudo se acabe...ou até que alguém descruze os braços.

O que é escrever

Acho que escrever sobre escrever é mais difícil do que sobre qualquer outra coisa.
Mas, apesar da pressa, vou tentar expressar um pouco do que é escrever pra mim.
Sempre que a professora nos mandava escrever algum texto na escola ela dizia : no mínimo 20 linhas.
Eu ficava muito bravo: Pow, como a minha professora pode querer prender toda a capacidade da mente humana em apenas 20 linhas?
Escrever é muito mais do que ter um limite :
É cruzar a fronteira do infinito sem regra nenhuma, nem mesmo as da Língua.
É se tornar o dono da história, poder ser qualquer um que você quer ser, em qualquer lugar.
É poder dizer e fazer o que quiser; Criar seu próprio mundo e fazer seus próprios milagres

Escrever é poder tirar os pés do chão e voar mais alto que você imagina.
É dar vida a quem já morreu, ou mesmo, jamais viveu.
É ser muito mais do que você é, é ser muito mais do que você quer.
É ser tudo ou nada. você escolhe.

Escrever é um dos maiores tesouros da minha vida, é o que me faz vivo!

O que um blogueiro fracassado faz.

O que um blogueiro fracassado faz? Boa pergunta!
Só a resposta que vai ser um fracasso, porque o blogueiro também é um fracassado.
Blogueiros fracassados ficam relutando com as pessoas para lerem seu blog e fica, tentando mentalizar que a parada tá fazendo sucesso.
Escrevem sobre dia primeiro de abril, contam seu dia, contam a semana e todas essas coisas infalíveis para tornar um blog fracassado.

Você, blogueiro ou não, já se sentiu um fracassado?

Depois de passar tanto tempo, adquirir tanta experiência, ser tão elogiado.Alguém chega e simplesmente corta o seu barato. Simples assim.

A minha professora de Redação Técnica da faculdade é mestre em fazer isso. Na prova dela eu tiro apenas a média e porque ela teve misericórdia de mim.
Depois de tanto escrever, ela me dá a média da prova. Isso sim é fazer eu me sentir um fracassado em grande estilo.

As minhas idéias para os textos são reprovadas por ela, as minhas palavras são sempre duvidosas e ela sempre faz aquela cara tipo: "tem algo melhor que isso, alguém diga por favor".

E fica tentando escorregar pra outra idéia, só pra desmerecer a minha.

Já mandei um e-mail, anotei no papel, mandei scrap e fiz o caramba a quatro pra ela ler meu blog, pelo menos pra falar mal dele, mas nem isso ela faz.
Tô colocando esse texto aqui porque tenho certeza que ela não vai ler e se ler, bom que fica sabendo né?

É até bom, que ela fica sabendo também que dois textos meus foram selecionados por uma pessoa que simplesmente tem pós doutorado em Literatura, pra um projeto literário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), modéstia parte, eles não são tão ruins assim né?
Ou será que a minha professora saca mais que a pessoa que selecionou meu texto?

Acho que ainda restam dúvidas. Restam?

Bom fim de semana para os gatos pingados que leram esse texto...abraço!