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Um Sonho

Homenagem ao meu avô Anardino José da Silva que faleceu no dia 21/05/2001

Sonhei que estava dormindo e sonhando tranquilamente numa madrugada, quase manhã, calma de domingo onde nem mesmo o galo mais disposto ainda tinha cantado.

Os pássaros também ainda não davam o som da sua graça e nem os anciãos mais prudentes haviam se levantado para fazer suas orações e caminhadas diárias.

Era tão normal, pra mim, querer dormir um pouco mais e aproveitar o único dia da semana que eu não tenho horário para levantar e poderia esquecer de toda a disciplina que me é imposta. Foi quando você bateu nos meus portões, me fazendo acordar assustado e, talvez um pouco nervoso. Mas, quando ouvi a sua voz. Meu senhor. Quando ouvi a sua voz, vi caindo toda a possibilidade de mau humor que me pudesse assolar naquele dia. Seus olhos escuros, contrastavam com a luz do dia que ia clareando lentamente, no percurso natural das nossas vidas. Ouvir a sua voz dizendo: “Meu ajuda meu filho, por que está pesado.”. Era como inventar outro sentido, só pra ver o arco íris mais belo nascendo junto com o dia.

Enquanto eu carregava seu violão, e você, aquela bolsa pesada, ainda me lembro do seu educado pedido de desculpas: “Desculpe te acordar meu filho”.

Caminhamos lentamente até a porta da minha casa, eu a abri, você entrou calmamente e se deitou no sofá. Eu disse, Vô, pode deitar lá na minha cama e você sempre tão educado, mesmo depois das minhas insistências não se deitou lá e preferiu esperar que o restante da família acordasse, ali mesmo, sentado no sofá.

Eu não podia perder aquela oportunidade, tinha que me sentar com você. Pra ouvir aquelas histórias antigas que vocês contava, pra ouvir as velhas cantigas que você tocava, pra aprender, talvez com a sua pouca instrução, o que ninguém jamais me ensinará pela vida a fora.

Ah, meu senhor, se eu pudesse te contar o triunfal fervor que arde meu coração enquanto rabisco essas palavras meio ilusórias, meio bagunçadas.

Se eu tivesse a chance de acordar e conseguir dormir de novo só pra voltar pra dentro daquele sonho, almoçar com você naquele domingo, tocarmos um violão juntos, conversarmos sobre coisas que só nós dois conversaríamos e deixar que os outros nos comparassem um com o outro dizendo: “Esse menino é igual ao avô”.

Meu senhor, você não sabe quantas vezes, mesmo te perdendo cedo, eu mencionei com grande amor na minha roda de amigos. Descrevi cada virtude sua e ignorei os defeitos. Os defeitos ignorei, provavelmente, porque eles se perdiam entre as virtudes das quais você dispunha e dispensava sobre mim a cada vez que a gente se via.

Sim, eu me lembro daquele dia em que eu toquei “Nosso Deus é soberano, ele reina antes da fundação do mundo”. Eu sei que errava muito no violão, que estava aprendendo ainda e que tinha muito a melhorar, mas você me aplaudia. Cara, você me aplaudia em silêncio de uma forma que eu jamais vou esquecer e toda vez que eu pegar num violão, até o dia que nos encontrarmos em um lugar melhor, me lembrarei daqueles poucos acordes que você tocava e eu te via esbanjar experiência com o instrumento nas mãos.

Enfim, você não tem ciência da metade da falta que me faz, e eu acho até melhor que não saiba, porque, talvez, essa ciência te pudesse arrancar alguma lágrima. Queria apenas que se pudesses me ouvir, dizer que você é o grande responsável por toda a grande e maravilhosa família que nós somos. As minhas tias são mulheres de grande valor onde quer que vão e os meus tios, homens dignos de honra. Eu, seu neto, sou um jovem ansioso, inseguro e instável que não vai se esquecer das pegadas que você deixou por aqui, meu senhor.

Porque eu sei que você não morreu como os outros pensam. Nós não apenas te temos aqui conosco, em nossos corações, mas somos exemplo vivo da vida de alguém que escreveu uma bela História.

Bom Dia Brasil ou Tutubarão?

Boa noite, senhoras e senhores.
Todas as manhãs, quando eu acordo, ligo a televisão interessante, e, nesse horário, estão passando o Tutubarão e o Bom Dia Brasil.









Eu gostaria de saber, por quê chamam aquele Jornal de Bom Dia Brasil?
Eles só dão notícia ruim e aquela tal de Miriam Leitão, só faz comentários deprimentes sobre a econômia mundial, fazendo assim, com que eu saia puto de raiva pra trabalhar e fique pedindo a Deus, todo dia, pra arrancar aquela carranca de lá e fazer com que o Jornalismo Brasileiro em geral seja imparcial, porque eu não agüento mais ligar a televisão pra saber opinião de Jornalista
sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo, quando eu simplesmente queria saber o que está acontecendo, descartando assim, a opinião dos sabichões.

Eu entendo que eles são muito inteligentes e antenados, mas a expressão de opiniões distorce o sentido genuíno do Jornalismo que todos buscamos.

Concorda, ou sem corda?

Portanto, eu prefiro assistir ao Tutubarão, que deveria ser chamado de Bom Dia Brasil, porque, apesar de ser tosco e mentiroso, ao menos é um desenho que me diverte e me deixa menos estressado pro dia estressante que me espera.

É isso aí pessoal...até a próxima postagem

e obrigado pela leitura...

Atenciosamente

Ítalo Chesley

Os últimos versos de hoje

Enquanto as luzes não se apagam
E o pouco tempo que resta do meu dia não se esvai
Vou rabiscando meus últimos versos de hoje

Minhas indagações não mudaram
E os caprichos do meu respirar
Simplesmente continuaram os mesmo
E, amanhã, provavelmente será igual

Tento fugir, mas não posso
Tento ficar, mas não suporto
Tento viver, mas, meu tempo é muito curto
Tento morrer, mas tenho a vida toda pela frente

Não sei o que vai acontecer amanhã
Mas, sei que hoje nada aconteceu
Meu coração bateu no mesmo ritmo
E as horas tiveram o mesmo tamanho

Por Ítalo Chesley

A invasão de Extras Terrestres em Governador Valadares

Opa!

Acalmem-se, que dessa vez não vou tentar justificar a minha ausência do blog, porque sei que meus leitores são inteligentes a ponto de não cair mais nas lorotas que eu invento pra justificar.

Falemos de uma vez do que falaríamos antes: O Gevê Folia acaba com Valadares.

Tudo bem. Muita gente enche os bolsos de dinheiro, e, portanto, têm muito interesse no evento, mas, nós, pessoas normais que não gostam daquele trem, já estamos cansadíssimos do acontecimento na nossa cidade.

Ontem, estava chegando de viagem com alguns amigos, e os micareteiros estavam espalhados por todos os cantos escuros e claros de Valadares que nem formiga em pote de açucar. Cruz credo!

Ao contar isso pra um colega de trabalho, ele disse uma coisa muito sensata: "Essa geração não vive muito, porque esbanja toda a juventude em inutilidades como o Gevê Folia".

Concordo plenamente e considero sábias as palavras do meu nobre colega Cristiano.

Outra desvantagem desse tal acontecimento anual, do qual não vou citar o nome novamente, para tentar obedecer às regras que a minha professora de redação tem ensinado desde o início do curso.

Voltando à coerência pregada pela professora, vou retornar ao objetivo do texto: Passei no banco pra sacar um dinheiro e aquilo tava igual ao mercado municipal, de tanta gente. Se fosse uma quinta feira a tarde eu entenderia muito bem, mas em pleno sábado e em horário de almoço?
Fala Sério!

Eu sou apenas um cidadão normal, que quer sacar o pouco que resta do salário do mês passado para pagar uma conta. Só isso!

Tô doido pra acabar esse tal de Gevê Folia e a minha cidade voltar ao normal.

Amém, irmãos Valadarenses?

Por falar em irmãos, provavelmente a minha próxima postagem será uma visão pessoal acerca do cristianismo contemporâneo. A parada vai ficar legal, nobres leitores.

Obrigado por ler este blog.

Grande Abraço!

Por Ítalo Chesley