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Tragégia

A tragédia do empregado é o desemprego
Do patrão o infidelidade
De uma empresa a falência

A tragédia de uma mãe é perder o filho
Do filho a incompreenssão da mãe
Da família a separação

A tragédia do encontro é a perda
Da perda o desencontro
Da paixão o esfriamento

A tragédia do poeta é a felicidade
Do sonhador, a realidade
Do vencedor, a derrota na próxima luta

A tragédia de quem vive é a morte
De quem morreu a incerteza
Mas uma certeza há:
De que há apenas uma tragédia capaz de fazê-lo derrotado de todas as outras: A morte!

Por Italo Chesley

Flor Branca

Estamos nós aqui mais uma vez esbanjando da liberdade proporcionada pela literatura, agora com uma bela poesia que fiz a uma amiga:

Minha doce baiana
Deixe-me dedicar-lhe esses versos
Versos meio atravessados
Meio atrapalhados

A nossa doce relação
Tão repentina
Tão estreita
Tão nossa

Arrisco-lhe tais palavras
Pra dizer da importância que tens

Meu bem,
Não quero ver em seus olhos
Uma só lágrima
Não quero que percas
Nenhuma página do seu fulgor
Quero preservar em mim
O doce intento de ser-lhe devoto a cada dia mais.
É disso que preciso
E o que quero te dar.

Por Ítalo Chesley

Atualizando...

Gostaria de dar uma notícia repetida aos nobres senhores: a nova gripe chegou ao Brasil.
Agora outra notícia tosca e que não faz a menor diferença na minha vida: A doença foi trazida ao Brasil, principalmente por dois países: Estados Unidos e Argentina.

Sobre a Argentina eu nem preciso falar, a nossa rincha com o país já é coisa antiga e os Estados Unidos, que se contentou em ser pivô da crise econômica, agora vem alargando os horizontes: espalhando a nova gripe.

Enfim, que gripe e essa?

O jornalismo fala fala e a gente continua boiando. Ou a nomenclatura que é muito flutuante, ou a gente que é muito besta.

Valeu por ler a curta postagem.
Por Ítalo Chesley

Parada gay, no Brasil é muito fácil.

Essa semana pra todo lado podíamos ler a notícia "maravilhosa" de que no fim de semana aconteceria a parada gay. Mas, por que chamam de parada se é um movimento que eles(?) fazem? Enfim, deixemos os meus questionamentos implicantes pra lá e vamos ao que interessa.

Peguei, num dos sites que divulgaram o acontecimento, um trecho da notícia e achei muito pertinente a essa postagem.

"A 13º parada do Orgulho LGBT de São Paulo (Parada gay)foi decido em uma reunião na sede da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo). Após debates ocorridos entre lideranças LGBT, o tema escolhido foi: “Sem homofobia, mais cidadania – Pela isonomia dos direitos”."
Fonte: http://www.sonacachaca.com/parada-gay-de-sao-paulo-2009/

Primeiro gostaria de dizer que não sou sono da verdade e nem acho que tenho o direito de julgar alguém pela sua escolha sexual, mas faço questão de questionar tudo o que é de caráter questionável, e o assunto dessa postagem merece algumas considerações tanto sobre a cultura e religião predominantes no Brasil como em objetivos e o tema do evento nesse ano.

Por quê agem como heróis da história do nosso país as pessoas que vão pras ruas dizerem que são gays? Que mérito há em fazer isso no Brasil, um país totalmente libertário onde as pessoas tem o total direito de fazer e demonstrar suas próprias escolhas pelas ruas afora, como está sendo feito agora. Seria digno de nota se alguém fizesse isso em países conservadores e rígidos nesses aspectos. No Brasil há quem os defenda, logo, não há mérito no movimento.

Hoje, sábado anterior à parada, um amigo e eu estávamos tomando uma coca cola e comentando: as lideranças do Brasil dizem que não são preconceituosas e diante da mídia acham isso muito bonitinho, quero ver como seria se um filho deles tomasse o rumo do homossexualismo, qual seria a reação desses caras limpa que ficam na frente das câmeras posando de bonitinho pro Brasil?

Cada um faz suas próprias escolhas na vida, mas por quê será que não há nenhuma figura marcante do movimento, registrada na história do nosso país.

Será que não há projetos mais importantes do que criar uma lei anti-homofóbica pra esse país?
O problema, é que tem tanta besteira rolando por aí, que os brasileiros acabam não levando o Brasil a sério e lá fora, a marca do Brasil é a libertinagem e o escândalo. Os gringos dizem: Eu amo o Brasil, e os brasileiros acham que é por causa da nossa cultura.
Mas, os brasileiros conhecem a nossa cultura?

Obrigado por ler a postagem.
Abraço!

Insulto

É na colina do pensamento
Que se vê o vale cinzento das nossas incertezas
E mais perto, se vê o céu negro das nossas razões

Contamos os pombos como pobres e inúteis nativos de um lugar esquecido
E pensamos que temos algum conhecimento acerca da nossa existência
A nossa vaga existência

Conquistamos o ar
E achamos que chegamos ao céu
Navegamos pelo mar
E achamos que a sua beleza é de nossa autoria
A ponto de a destruirmos com a nossa desumanidade
Inventamos a guerra
E pensamos que somos donos da paz

As nossas certezas são mais flutuantes do que as próprias dúvidas
E as nossas verdades mais questionáveis do que o que julgamos mentira

Nos sentimos muito racionais
Mas, vivemos o nosso dia inconscientemente
E vamos levando a nossa vida como levamos ontem
Uma bola de neve montanha abaixo
Uma bala de canhão, favela acima.

É o nosso retrato!

Por Ítalo Chesley

Gerações Avulssas

Minha avó diz que antigamente as coisas não eram assim
As pessoas eram escrupulosas
E o casamento era símbolo de perda da virgindade
E o início de um relacionamento sem fim limitado

As mulheres, em um determinado momento
Por algum motivo deixavam de ser honradas
E hoje, isso não faz a menor diferença

Meu pai diz que o pai dele o fazia trabalhar
Apagar as páginas do caderno a lápis todo fim de ano
E viravam o ano dormindo

Meus pais e avós dizem que a nossa geração tá perdida
E eu sei que está.

Daqui a pouco, começam a tirar os volantes dos carros
Os lemes dos barcos
Mas, dos tanques de guerra, ainda não tirarão a munição

A gente tá em paz, todos sabem
Mas, prevenir é melhor do que remediar
Em plena crise, nunca se sabe né?